Dia Internacional do Trabalhador
O Dia do Trabalhador – o nosso dia! –, realiza-se este ano num contexto marcado negativamente pela vontade do Governo em impor, contra tudo e contra todos, uma revisão da legislação laboral do agrado exclusivo das confederações patronais, sem esquecer o apoio dos partidos no Parlamento (PSD-CDS-IL-CH) que também concorrem nesse sentido.
Desde agosto de 2025 que denunciámos os aspetos mais negativos deste projeto político, sabendo que na sua totalidade não há nada de benéfico para a vida dos trabalhadores e das suas famílias, muito pelo contrário. Desde setembro que os trabalhadores erguem a sua contestação de forma sistemática e massiva contra o retrocesso que o Governo pretende normalizar, com ênfase para a Greve Geral de 11 de dezembro que envolveu mais de 3 milhões de trabalhadores, do setor público ao setor privado.
O pacote laboral do Governo defende o aprofundamento da política de baixos salários, a facilitação dos despedimentos sem justa causa, o agravamento e eternização da precariedade, o prolongamento e desregulação dos horários de trabalho, o ataque aos direitos de maternidade e paternidade, a destruição da contratação coletiva e dos direitos nela consagrados, bem como a tentativa de limitar a liberdade sindical e o direito de greve, entre muito mais!
Em termos mais recentes, a situação internacional provocou o aumento do preço dos combustíveis a níveis alarmantes, com consequências diretas nos preços dos bens e serviços essenciais, realidade à qual se soma uma taxa de inflação em sentido ascendente (em março atingiu os 2,7%), cujos efeitos na vida dos trabalhadores e das suas famílias são por demais evidentes e reconhecidos.
Uma realidade sobre a qual o Governo poderia intervir, mas optou por não o fazer, contrariando o observado em muitos outros países da Europa. Em suma, tudo sobe menos os salários! Os 56€/2,15% decididos pelo Governo/UGT para este ano na função pública, medida reproduzida na GEBALIS e na EGEAC, conduziram os trabalhadores na rota de um maior empobrecimento, à qual se somam as consequências da guerra no Médio Oriente. Urge, portanto, lutar e exigir pelo aumento intercalar dos salários, com base nos 15% de aumento com um mínimo de 150€ por cada trabalhador.
Neste 1º de Maio, num cenário difícil, a luta sai à rua também pela erradicação da precariedade, a revogação do SIADAP e pela regulamentação das profissões de desgaste rápido. Não esquecemos o alargamento e atualização do suplemento de insalubridade e penosidade, ou a reposição das carreiras e perfis profissionais. Lutamos ainda pelo aumento do subsídio de almoço para 12€ e a redução da quotização para a ADSE para 1,5% sobre 12 meses. Transitoriamente e no plano imediato, defendemos a aposentação sem penalizações aos 40 anos de tempo de serviço e de contribuições, com efeitos a janeiro de 2026.
Às 15h00 estaremos no Martim Moniz de onde nos deslocaremos até à Alameda. Aqui poderemos conviver, reforçar energias e rever amizades no BAR do STML, espaço pensado e erguido para todos os trabalhadores que o Sindicato acompanha. A luta está na rua! Por um futuro e uma vida dignos! Para ti, para todos, juntos e organizados com a força de milhares de vozes e punhos erguidos!

