A GREVE GERAL teve uma esmagadora adesão dos trabalhadores! No país, em Lisboa!

A Greve Geral convocada pela CGTP-IN para 3 de junho revelou uma enorme adesão dos trabalhadores de norte a sul do país, do setor privado ao setor público.

Quando o Governo e os seus esbirros afirmam que a Greve Geral não teve impacto ou que se limitou ao setor público, mentem descaradamente e tentam passar um atestado de estupidez aos milhares de dirigentes, delegados e ativistas sindicais dos sindicatos da CGTP-IN que estiveram nos piquetes de greve, em simultâneo com a desvalorização dos milhões de trabalhadores que fizeram greve. Tentam menorizar quem trabalha, mas quem trabalha sabe muito bem o que fez no dia 3 de junho. Sabe, e sabemos muito bem, o que defendemos e o que recusamos sem margem para qualquer dúvida.

A título exemplificativo, no setor privado a produção parou na EXIDE TECHNOLOGIES (Vila Franca de Xira); na MECACHROME (Évora); na AAPICO MAIA (Maia); APTIV PORTUGAL (Braga); na BOSCH BRAGA (Braga); nas CARTOLINAS DO PRADO (Lousã); na EURORESINAS (Sines); na FICO CABLES (Maia); na FORVIA FAURECIA PORTUGAL (Palmela); na FUNPRAP TUPY – FUNDICAO PORTUGUESA, SA (Aveiro); na GLN ADVANCED SOLUTIONS (Leiria); GROZ BECKERT (Valadares); HUTCHINSON (Campo Maior e Valongo); MITSUBISHI FUSO (Abrantes); ORICA MINING SERVICES PORTUGAL, SA (Aljustrel); PRYSMIAN CELCAT (Sintra); SCHNELLECKE LOGISTICS PORTUGAL, UNIPESSOAL LDA. (Palmela); SMP AUTOMOTIVE (Palmela); TEIJIN AUTOMOTIVE TECHNOLOGIES PORTUGAL (Palmela); VALORSUL – CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS (Loures); VALORSUL OESTE (Cadaval); VISTEON PORTUGUESA, LDA (Palmela), GALLO VIDRO (Marinha Grande); nas unidades da BIMBO (Albergaria-a-Velha, Sintra e Palmela); na KNORR (Stª. Iria da Azóia), na FIMA/OLÁ (Stª. Iria da Azóia), na VITACRESS (Odemira) ou na CEREALTO (Milanesa/Nacional, em Sintra), entre muitos outros exemplos. Valoriza-se também a adesão noutras grandes empresas do setor privado como os 100% na CIMPOR; os 70% nas CARNES NOBRE, dos 67% na DANCAKE, entre muitos mais exemplos que poderiam ser dados.

Em Lisboa, os impactos da Greve Geral foram indesmentíveis. Na Higiene Urbana da CM Lisboa, a adesão foi de 65% a 85%. Na Higiene Urbana das Juntas de Freguesia, 95% em Arroios, 60% no turno da manhã em Alvalade, 60% no Beato, 88% em Campo de Ourique, 93% na Ajuda, 70% na Penha de França, 90% em Belém ou 100% em Carnide. No Lumiar, 100% no PL do Lumiar e 50% no PL de Telheiras. Na CM Lisboa, destacamos ainda os 95% no Regimento de Sapadores Bombeiros, os 85% na realidade dos eletricistas, os 55% na Brigada de Coletores, ou os 65% nos jardins e espaços verdes. Na área da cultura, verificou-se o encerramento das Bibliotecas Municipais de Alcântara, de Belém, da Penha de França e Orlando Ribeiro, também do Arquivo Fotográfico e da Livraria Lisboa Cultura, com a Biblioteca Palácio das Galveias a encerrar no período da manhã.

Na GEBALIS, valorizamos o encerramento do Gabinete de Bairro da Ameixoeira. Na EGEAC, registou-se o encerramento de praticamente todos os seus equipamentos, nomeadamente o Castelo de São Jorge, o Museu do Aljube, o Palácio Pimenta, o Pavilhão Julião Sarmento, o Museu-Atelier Júlio Pomar, o Museu da Marioneta, o Museu Bordalo Pinheiro, o Padrão dos Descobrimentos, o Serviço de Conservação e Restauro de Azulejos, a Casa Fernando Pessoa, o LUCA, o Museu do Teatro Romano, a Casa dos Bicos, o Museu do Fado, ou as quatro das cinco Galerias Municipais. Observou-se 80% de adesão no Cinema São Jorge e 76% no Teatro do Bairro Alto. Não se realizou o espetáculo previsto no Teatro de São Luíz e foi evidente as limitações no funcionamento do Museu de Santo António. Para além do sinal ao Governo, os trabalhadores da EGEAC deixaram também uma mensagem muito firme à Administração da empresa.

Em suma, os trabalhadores, na sua grande maioria, em Lisboa ou, em termos mais amplos, de norte a sul do país, do setor privado ao setor público, deixaram bem claro a sua posição de rejeição ao pacote laboral e às opções políticas do Governo que secundariza os seus rendimentos, direitos, expetativas e reivindicações.

A forte adesão à Greve Geral demonstrou, uma vez mais, a exigência por um outro rumo para a vida de quem trabalha, que em nada coopera com a política que impõe crescentes dificuldades, muita pobreza e mais exclusão.

O STML reforça a saudação a todos os trabalhadores do município de Lisboa que de forma consciente e consequente souberam exercer o seu direito constitucional à greve. Não aceitamos o retrocesso que nos querem impor à sombra de argumentos falaciosos, hipócritas e cínicos.

Apesar de termos um Governo que mente sem corar, tivemos uma grandiosa Greve Geral e temos a certeza que a luta irá continuar até ao enterro definitivo deste pacote laboral.

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