Aos trabalhadores da EGEAC

Plenário Geral de 19 de maio: seguimos juntos na luta!

No dia 19 de maio realizou-se um plenário geral de trabalhadores da EGEAC. Da reunião saíram várias ideias e uma certeza: os trabalhadores estão mobilizados, conscientes da sua força e determinados em continuar a lutar por respeito, valorização e melhores condições de trabalho. Entre os principais pontos debatidos, destacou-se:

    • A avaliação muito positiva da greve de 24 de abril, que teve uma forte adesão e mostrou a união dos trabalhadores em torno das suas reivindicações;
    • O descontentamento geral face às tentativas de intimidação por parte do Conselho de Administração (CA), incluindo a comunicação enviada a 27 de abril, marcada por um tom arrogante e distante da realidade de quem trabalha diariamente para manter a cultura viva na cidade;
    • A perceção de que a antecipação de uma progressão salarial para os assistentes de bilheteira, apesar de positiva para os trabalhadores abrangidos, não resolve o problema de fundo: a falta de valorização salarial transversal na EGEAC. Não são 32,30€ (subida da posição 4.1 para a posição 4.2) que vai solucionar os problemas destes trabalhadores e muito menos consegue mascarar a estagnação salarial que se acumula na empresa.
    • A ausência de respostas concretas por parte da Administração aos problemas que estiveram na origem da greve, apesar do pedido de reunião feito pelo STML no passado dia 11 de maio.

Perante esta situação, os trabalhadores decidiram:

  1. Continuar a mobilização e a luta, participando também na Greve Geral de 3 de junho, com organização de piquetes de greve;
  2. Avançar com ações simbólicas de protesto durante os meses de maio e junho, cujos detalhes serão divulgados oportunamente pelo Sindicato.

Quem trabalha na EGEAC não é invisível. São os trabalhadores que garantem o funcionamento dos equipamentos culturais, os eventos, o acolhimento do público e uma parte essencial da vida cultural da cidade. E quem faz tudo isso merece respeito, condições dignas e salários justos.

Quando a Administração e a Tutela escolhem desvalorizar quem faz a empresa acontecer todos os dias, a resposta só pode ser uma: mais união, mais participação e mais voz coletiva.

Não desistimos. Não baixamos os braços. Faz ouvir a tua voz. Participa. Organiza-te.

Dá mais força ao teu sindicato!

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