Manif. Nacional contra o aumento do custo de vida! – 17 OUT | 14h30 | Cais do Sodré

No dia 17 de outubro, a CGTP-IN convocou uma Manifestação Nacional descentralizada nas cidades de Porto, Coimbra e Lisboa, com o lema “Mais Salários, Melhores Pensões e Serviços Públicos! Contra o aumento do Custo de Vida! Defender o SNS!”.

Esta iniciativa realiza-se num contexto de agravamento das condições de vida e de trabalho, em resultado de décadas de política de direita protagonizada pelo PS, PSD/CDS, sem esquecer nos últimos anos o apoio do CH e IL. Opções que têm penalizado os trabalhadores e favorecido a concentração da riqueza nas mãos dos grandes grupos económico-financeiros. O aumento do custo de vida, a perda continuada do poder de compra, a precariedade laboral e a degradação dos serviços públicos constituem uma realidade cada vez mais evidente que atinge milhares de trabalhadores, as suas famílias e a população em geral, comprometendo o direito a uma vida digna.

Nos últimos meses, temos assistido ao agravar deste contexto com o aumento desenfreado das rendas, do crédito à habitação, dos combustíveis, do leite, do pão, em suma, de todos os bens e serviços essenciais! Mas os salários e pensões, nada! O salário médio por trabalhador ronda, ainda, os 62% da média da União Europeia, o mesmo valor que há 20 anos. Não há convergência, há estagnação.

Em 2025, os lucros da banca em Portugal superaram os 6,3 mil milhões de euros e, no 1º semestre de 2026, já ascendem a 2,52 mil milhões de euros. A Galp, que nos últimos 3 anos obteve mais de 3 mil milhões de euros de lucro, já arrecadou neste 1º semestre outros 800 milhões de euros. Na subida dos preços da alimentação – ovos, leite, carne, frescos, – estão igualmente refletidos os lucros das grandes empresas da distribuição alimentar. Lucros que são ainda aumentados com a escandalosa descida do IRC em curso (de 21% para 17%). Em síntese, 18 grandes grupos económico-financeiros, obtiveram em 2026 lucros diários de 32,4 milhões de euros. Um aumento de 60% face a 2021. Como há muito sabemos, o problema do país não é a falta de dinheiro, é sua injusta distribuição.

Paralelamente, o Governo avança com a sua “reforma do Estado”, aprofundando o ataque aos serviços públicos e às funções sociais do Estado. Assistimos à degradação do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública, à vontade em destruir a Segurança Social, e à crescente negação dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Não nos resta assim outro caminho que não seja a luta. No dia 17 de outubro, exigimos:

  • Aumento salarial intercalar não inferior a 15%, num mínimo de 150€, para todos os trabalhadores.

Um aumento de 150€ para todos os trabalhadores, representa menos 10 mil milhões de euros, que compara com os 35,4 mil milhões de euros apropriados por apenas 0,3% das empresas que compõem o tecido empresarial.

  • Adoção de medidas de controlo dos preços dos bens essenciais, inclusive da habitação.

Entre 2020 e 2025 o valor das rendas (de novos contratos) aumentou 60% e o valor das vendas (e das prestações do crédito à habitação) aumentou 74%. Em 2026, o cenário é ainda mais negativo.

  • Valorização de todas as Carreiras e Profissões;
  • Avançar com o processo de identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido;
  • Atualizar e alargar o suplemento de insalubridade e penosidade, bem como a inclusão do conceito de ‘risco’;
  • Atualizar o subsídio de almoço;
  • Revogar o SIADAP;
  • Repor os 1,5% sobre 12 meses na quotização para a ADSE;
  • Aumentar todas as Pensões de Aposentação/Reforma, de modo a recuperar o poder de compra perdido;
  • Defesa e reforço dos Serviços Públicos.

Entre muitas outras.

Para que todos possam participar nesta ação de luta, o STML colocou um pré-aviso de greve das 12h00 às 21h00 que abrange todos os trabalhadores do Município de Lisboa – CML, Juntas de Freguesia e Empresas Municipais (com a exceção do RSB).

É preciso dizer BASTA! 

Se já derrotamos o pacote laboral, também derrotaremos a vontade daqueles que nos querem pobres, com medo e resignados. Não deixes que sejam outros a decidir por ti.

Junta-te à luta que também é tua!

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