Manifestação Nacional dos Jovens Trabalhadores

28 de Março | 15H00 | Praça da Figueira

Para permitir a participação nesta jornada de luta, o STML colocou para a Câmara Municipal, Juntas de Freguesias e Empresas Municipais de Lisboa, um pré-aviso de greve das 12h00 às 21h00 para todos os jovens trabalhadores até aos 35 anos de idade, inclusive.

Face às opções políticas do atual Governo, o país, os trabalhadores e as suas famílias enfrentam problemas e dificuldades crescentes. No mundo do trabalho, a luta contra a revisão da legislação laboral não pode parar até derrotarmos o imenso retrocesso que nos querem impor, sabendo que os possíveis impactos serão maiores junto dos jovens trabalhadores, já hoje sob condições de vida e trabalho altamente prejudiciais.

Num país em que os jovens trabalhadores são maltratados em todas as dimensões, obrigados a emigrar, a atrasar ou suspender projetos de vida, como adquirir habitação própria ou constituir família, soma-se a vontade do Governo, apoiado pelos partidos à sua direita no Parlamento (CH e IL), em aprofundar, por exemplo, a chaga da precariedade, aumentando os prazos e facilitando as condições associadas aos contratos precários (ex: um trabalhador pode ficar com contrato a termo por 15 anos!).

Se tal não bastasse, o pacote laboral defendido por quem nos desgoverna a vida, além de eternizar os baixos salários, prevê a legalização dos despedimentos sem justa causa, mais horas de trabalho sem a devida retribuição, ofende descaradamente os direitos dos pais e mães trabalhadoras (geralmente mais jovens), a destruição da contratação coletiva e dos direitos nela consagrados, bem como constranger a liberdade sindical e o direito de greve, entre muitas outras malfeitorias.

Num país onde a política de baixos salários marca a ação governativa de sucessivos governos (PS-PSD-CDS), sem esquecer o apoio a esta mesma política dos novos partidos (CH e IL), sempre apregoando, porém, velhas receitas, não é de estranhar a negação e simultaneamente a degradação das condições de vida de quem aspira justamente construir um futuro estável e digno.

Se Portugal é dos países mais desiguais da União Europeia (UE), com níveis dos mais elevados em termos de precariedade, salários baixos e emigração entre os jovens trabalhadores, não nos resta outra solução que não passe por abrir o campo da luta e agarrar com as nossas próprias mãos a vida que queremos!

Os jovens trabalhadores que o STML acompanha, juntando-se aos milhares de jovens trabalhadores que se deslocarão de várias partes do país para Lisboa, terão no próximo dia 28 de março a oportunidade de fazer vincar as suas reivindicações e de afirmar bem alto o que defendem e o que recusam liminarmente!

Lutamos pelo aumento real dos salários – 15%, com um mínimo de 150€! Dizemos NÃO a todas as formas de precariedade: a um posto de trabalho de carácter permanente, um contrato efetivo! Contestamos a desregulação dos horários de trabalho, como por exemplo a banalização dos horários por turnos, e exigimos respeito pelo Direito à conciliação com a vida pessoal e familiar! Exigimos a revogação do SIADAP, a regulamentação das profissões de desgaste rápido e a atualização dos suplementos, como o de insalubridade e penosidade. Dizemos não ao pacote laboral e a tudo o que nele consta, sinónimo de um imenso retrocesso em termos sociais e económicos.

Dia 28 de março, todos à Praça da Figueira!

O nosso trabalho não descartável! O nosso futuro não é negociável!

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