Aos Trabalhadores da CML

STML reúne com a Vereadora Joana Batista

A 19 de janeiro o STML reuniu com a Vereadora Joana Batista, a nova responsável política dos Pelouros que integram o Espaço Público, a Higiene Urbana e a Coordenação Territorial. Em termos mais concretos, sob alçada destes Pelouros, encontram-se áreas vitais à cidade e à população de Lisboa, como as obras e infraestruturas, a estrutura verde, o plano verde, a gestão cemiterial, a gestão de resíduos, a frota municipal e o plano de drenagem.

Tratando-se de uma reunião de apresentação, a nova Vereadora transmitiu as suas prioridades para o mandato que agora se inicia, destacando as suas preferências pelos contactos diretos, na rua e nos locais de trabalho, propositando um conhecimento mais profundo e objetivo das múltiplas realidades pelas quais é agora responsável, além da relação de proximidade que ambiciona com os trabalhadores, mas também dos problemas que enfrentam e os acompanham logicamente numa base diária.

À margem das intenções verbalizadas pela nova Vereadora, que o tempo dirá se se confirmam ou não, o STML expôs os problemas que há muito afetam os setores operacionais da CML, aliás, em alguma medida, já do conhecimento da nova responsável política. Abordamos por exemplo o subfinanciamento de largos anos em serviços municipais como a Higiene Urbana, as Oficinas de Reparação e Manutenção Mecânica, os Espaços Verdes, os Cemitérios, entre outras áreas operacionais.

Neste contexto, para além da elevada média etária em determinados serviços municipais, observa-se a carência de meios materiais e mecânicos essenciais ao desempenho das responsabilidades públicas e diárias ao serviço da cidade e da população de Lisboa. Acrescem as deficiências e más condições de trabalho, envolvendo instalações, não só em termos de qualidade (manutenção e conservação), mas também de capacidade, negando direitos e dignidade aos trabalhadores da autarquia.

Em termos mais concretos, o Sindicato deu a conhecer os problemas na Higiene Urbana, como o mau estado da frota; os circuitos de remoção mal desenhados, que todos os dias/noites criam constrangimentos; as instalações sobrelotadas; as deficiências com as caldeiras que impedem a higiene diária dos trabalhadores; ou a má organização do trabalho que acumula e agrava um cenário cada vez mais difícil. Se são os trabalhadores os primeiros a serem prejudicados pelo atual ‘estado de coisas’, é também a qualidade do serviço público que sai lesado, negando um direito essencial aos lisboetas, isto é, um serviço público municipal eficiente, eficaz e económico.

Imprescindível ao serviço municipal da Higiene Urbana, o papel das Oficinas de Reparação e Manutenção Mecânica que carece de investimento sério há largos anos, mas também de uma reorganização e reformulação em termos de espaço físico, dos meios humanos e materiais à sua disposição, sempre insuficientes.

No campo dos meios humanos, a carência evidente no número de trabalhadores necessários abrange todas as carreiras, ou seja, dos assistentes operacionais, e as várias profissões que integra, aos assistentes técnicos e técnicos superiores.

Em termos de instalações, urge avaliar a construção de raiz, ou a reabilitação condigna de património municipal, que permita acolher os trabalhadores que irão reforçar a Higiene Urbana, relembrando o concurso que se desenvolve neste momento para a admissão de 300 cantoneiros e 100 condutores.

O investimento público é assim, para o STML, uma prioridade máxima e urgente, se de facto se pretende garantir serviços públicos de excelência ao serviço de todos os que vivem e trabalham em Lisboa. Neste objetivo, o respeito pelos direitos dos trabalhadores é incontornável, para além das respostas céleres e consequentes às suas reivindicações e expetativas, falemos da Higiene Urbana, das Oficinas do DRMM, dos Espaços Verdes, Cemitérios, Brigada de Coletores, Calceteiros ou Brigadas LXs.

Da parte da Vereadora Joana Batista, sensível e anuindo com as inúmeras preocupações levantadas pelo STML, assumiu nova reunião para abril-maio, propositando atualizar as múltiplas realidades setoriais e as eventuais respostas aos problemas abordados pelo Sindicato neste primeiro encontro.

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