GREVE GERAL 11 DEZ | Uma poderosa adesão dos trabalhadores da cidade de Lisboa!

O STML saúda calorosamente todos os trabalhadores da cidade de Lisboa, entre Câmara, Juntas de Freguesia e Empresas Municipais, que com consciência, coragem e muita dignidade assumiram a defesa dos seus direitos e das suas condições de vida.

A um dos mais brutais ataques aos direitos e à vida de quem trabalha, a resposta dos trabalhadores da cidade de Lisboa que o STML acompanha foi inequívoca! Deixamos alguns exemplos. Assim,

Na Câmara Municipal de Lisboa, a Greve Geral iniciou-se na noite de 4ªfeira na Limpeza e Higiene Urbana, com uma adesão de 90% na Garagem dos Olivais (NOR) e 79,5% no Centro Operacional de Remoção (COR). Nas Unidades, a adesão foi idêntica no período noturno. Na manhã de hoje, com os trabalhadores do período diurno, a adesão manteve-se em patamares idênticos, com 90,4% no NOR e 70% no COR, de manhã, ou 78% no período da tarde. Nas Unidades de Higiene Urbana, também a resposta dos trabalhadores é imensa, com adesões durante o dia de 93% na Filipe da Mata, de 63% (manhã) e 75% (tarde) no Restelo ou de 83% em Telheiras.

No DIP e no DIEM, a adesão nos turnos da manhã situou-se nos 80% e 71% respetivamente. Nos Jardins e Espaços Verdes, a adesão aproximou-se dos 80%. No Regimento de Sapadores Bombeiros, os níveis de adesão chegam aos 97%. Destaca-se o encerramento das Bibliotecas de Belém, Orlando Ribeiro, Alcântara, Penha de França, Itinerante e Livraria Lisboa Cultura. Também encerrados, o Polo Cultural das Gaivotas, o Arquivo Fotográfico e a Videoteca, além do encerramento no período da tarde do Arquivo Histórico e da Biblioteca Palácio Galveias.

Na EGEAC, os efeitos da Greve Geral são avassaladores. Encerrados o Castelo de São Jorge, o Padrão dos Descobrimentos, o Teatro do Bairro Alto, o LUCA, o Cinema São Jorge, as cinco Galerias Municipais, o Museu do Aljube, o Teatro Romano, o Pavilhão Julião Sarmento, o Palácio Pimenta, a Casa Fernando Pessoa, o Museu Bordalo Pinheiro, o Museu do Fado, o Atelier Júlio Pomar, o Museu da Marioneta, o Serviço de Conservação de Azulejos ou a Casa dos Bicos. No Teatro São Luiz, Capitólio e Teatro Variedades, foram anulados os espetáculos previstos para este dia.  Um sinal muito claro por parte dos trabalhadores da EGEAC, não só para o Governo, mas também para a Administração da empresa.

Nas Juntas de Freguesia, principalmente na Limpeza e Higiene Urbana, valorizamos por exemplo as adesões em Benfica de 75% no período noturno e de 83% no período diurno. Em Arroios, 100% no período noturno e 87% no período diurno. Em Belém, a adesão foi de 93% e na Ajuda de 87%. Em Carnide e nos Olivais, com instalações encerradas e adesões na ordem dos 90%. Referir ainda os cerca de 60% de adesão na Freguesia de Marvila e de Alvalade, ou de 70% na Freguesia da Penha de França e de Santa Maria Maior.

A enorme adesão à Greve Geral, em Lisboa, como no país, é um facto inegável! Mais de três milhões de trabalhadores deixaram bem vincado o seu repúdio às intenções do Governo. A Greve Geral expressou de forma bem evidente que a larga maioria dos trabalhadores não aceita esta política, em particular uma revisão da legislação laboral de natureza e objetivos miseráveis! Se o Governo e os partidos que o apoiam (PSD-CDS-CH-IL) não recuarem nas suas intenções, não nos resta outro caminho que não passe pela continuação e endurecimento da luta, revele a forma que revelar!

Unidos, organizados e determinados, seremos capazes de derrotar quem nos quer empurrar para uma vida de pobreza, de insegurança, silenciados e sem direitos. Viva a Greve Geral! Vivam todos os trabalhadores que não desarmam na luta por um futuro melhor!

 

 

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